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OLIMPÍADAS PEQUIM 2008


VOLEI MASCULINO CONQUISTA A PRATA EM PEQUIM
Brasil tomba diante dos americanos e fecha com prata o ciclo olímpico.

Após o glorioso 29 de agosto de 2004, quando festejou o ouro em Atenas, a seleção masculina de vôlei mergulhou num ciclo olímpico marcado por muitas conquistas, mas também por transtornos. Até este domingo, correram 47 meses, 26 dias e algumas horas de provação para um time que um dia pareceu imbatível. Foram três títulos da Liga Mundial, uma Copa do Mundo, um Campeonato Mundial e um Pan-Americano. E também crises internas, bate-bocas e derrotas dolorosas, feridas que, aparentemente, só poderiam ser fechadas no degrau mais alto do pódio em Pequim. O filme que o Brasil já tinha visto em terreno doméstico, na Liga Mundial, ganhou uma amarga reprise do outro lado do planeta. No Ginásio da Capital, mesmo apoiado pela torcida, o Brasil esbarrou na superioridade dos Estados Unidos que venceu por 3 X 1.

AS MENINAS DE OURO DO VOLEI

O último passo no caminho, claro, não foi fácil. Para uma seleção que nunca tinha chegado tão perto do ouro olímpico, o início da partida colocou no rosto das brasileiras uma expressão de ansiedade. Nervoso, o time permitiu que as americanas largassem na frente. Com a experiência de quem sentiu o gosto do ouro em Barcelona-1992, no masculino, Zé Roberto pedia calma. Aos poucos, o saque de Paula Pequeno e os ataques de Mari desmontaram o sistema tático do outro lado da rede. Uma das melhores em quadra, Sheilla gritava - Vamos, vamos! As outras cinco obedeceram. Sem perder o ritmo, a equipe manteve a vantagem acima dos cinco pontos, mas ainda havia um fundamento sumido: o bloqueio. A muralha que tinha parado a Itália, enfim, apareceu neste sábado com Fabiana e Walewska. Azar de Logan Tom, que vinha virando todas as bolas. Comandadas por uma vibrante Fofão, as meninas chegaram ao set point. No saque, Paula fechou em 25 a 15.

Festa brasileira em Pequim: as meninas do vôlei enfim podem gritar que são campeãs olímpicas

Meninas de ouro do vôlei

Seleção brasileira mantém a cabeça no lugar, vence as americanas e chega ao topo do mundo com uma vitória redentora nos Jogos de Pequim  A cena é recorrente. Vitórias importantes no vôlei costumam espalhar jogadoras em volta das câmeras de TV. Encher o pulmão e deixar explodir a alegria de um ouro olímpico, contudo, não é tarefa para qualquer seleção. Neste sábado, as meninas do Brasil aprenderam o que isso significa.  Pelo chão da quadra em Pequim, as jogadoras se misturavam em choro, sorrisos, gritos e desabafos. José Roberto Guimarães, único técnico a conquistar o ouro no masculino e no feminino, ajoelhou-se e agradeceu. Os abraços exorcizavam mais de uma década de angústia.  Com a vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos (25/15, 18/25, 25/13 e 25/21), o ouro, enfim, pertence à seleção brasileira. Pouco importa que o time perdeu um set pela primeira vez nos Jogos, porque agora existe algo muito maior a celebrar.

ATLETISMO - Maurren Maggi voa e garante a segunda medalha de ouro do Brasil

Enquanto as adversárias estavam maquiadas, com cortes de cabelo ousados e piercings no umbigo, Maurren Maggi chegou para a final do salto em distância nesta sexta-feira de cara limpa, com um simples coque. Após cinco saltos e marca de 7,04m no Ninho do Pássaro, veio o enfeite que ela queria: a medalha de ouro.  

Com a conquista desta sexta, Maurren, de 32 anos, entra para a história ao se tornar a primeira brasileira a garantir uma medalha de ouro em esportes individuais. Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira, a saltadora finalmente sobe ao lugar mais alto do pódio, o que não acontecia com brasileiros do atletismo desde 1984, com Joaquim Cruz nos 800m rasos.

- É pela Sofia que eu estou aqui. Tenho certeza que Deus fez um caminho diferente, mas para dar tudo certo. E a minha preciosidade está em casa para me acompanhar nisso - disse Maurren em entrevista à TV Globo.

A vitória da atleta nascida em São Carlos (SP) veio por um centímetro, diferença mínima no salto em distância. A prata ficou com a atleta russa Tatyana Lebedeva, campeã olímpica de Atenas, que atingiu a marca de 7,03m. A nigeriana Blessing Okagbare garantiu a medalha de bronze com 6,91m. Já a portuguesa Naide Gomes, dona da melhor marca do ano (7,12m), e a ucraniana Lyudmila Blonska ficaram fora da final. Naide não foi bem nas eliminatórias, e Lydmila foi pega no antidoping. 

NATAÇÃO - César Cielo é ouro nos 50m livre

César Cielo garantiu a primeira medalha de ouro olímpica da história da natação brasileira.

César Cielo Filho, touca cinza e óculos nas mãos, esperava na sala de aquecimento quando aquele sujeito de tronco desproporcional veio caminhando na sua direção de agasalho e medalha no peito.

- Tá vendo isso aqui? - disse Michael Phelps - Foi por um centésimo.

“Isso aqui”, no caso, era a medalha de ouro, a sétima de Phelps em Pequim, 13ª da carreira olímpica do fenômeno americano. Exatamente 13 medalhas de ouro a mais do que o Brasil tinha em 68 anos de natação nos Jogos. 

César Cielo chegou à raia quatro com o peso de um país nas costas. O maiô grudadíssimo no corpo, o nervosismo diluído em tapas. O muito doido Césão ganharia ou perderia em frações. Os outros nadadores, todos, tocaram na água da piscina. Ele não. Estava absolutamente concentrado.

- Você pode ganhar por um centésimo. Ou perder por um centésimo - disse Michael Phelps.

Cielo estava realmente na frente. A fração de liderança empurrou o berro de torcedores, locutores, tantas gargantas país afora. Faltavam dois metros, um. Veio a trigésima-quarta braçada. Cielo bateu. Uma fração curtíssima precedeu a confirmação eletrônica. O Brasil era campeão olímpico numa piscina. Pela primeira vez.

Parecia improvável. Cielo arregalou os olhos dentro dos óculos e olhou para o placar. Viu o número 1 ao lado de seu nome. Vinte e um segundos e trinta centésimos - novo recorde olímpico. Em segundo lugar chegou Leveaux, quinze centésimos atrás (21s45). Em terceiro, Bernard (21s49). O oitavo colocado, o sueco Stefan Nystrand, cravou 21s72, 42 centésimos atrás de Cielo, menos de meio segundo, um piscar de olhos.

FUTEBOL PERDE PARA A ARGENTINA E FICA COM O BRONZE
A seleção brasileira juntou os cacos após a goleada sofrida para a Argentina e se despediu das Olimpíadas de 2008 com a medalha de bronze no futebol masculino. Nesta sexta-feira, o time de Dunga venceu a Bélgica por 3 a 0, em Xangai, e terminou o torneio em terceiro lugar.

Os gols de Diego e Jô (dois) garantiram a quarta medalha do Brasil no futebol masculino. Em 1984 e 1988, a equipe pentacampeã mundial ficou com a prata. Em 1996 o time também foi bronze. O futebol tem outras duas premiações em Jogos, mas com as mulheres: prata em 2004 e 2008.

A final das Olimpíadas entre Argentina e Nigéria será no sábado, à 1h (de Brasília), no estádio Ninho do Pássaro. Na semifinal, os hermanos venceram os brasileiros por 3 a 0 e acabaram com o sonho do Brasil em conquistar seu primeiro ouro olímpico no futebol. Os argentinos, campeões em 2004, tentam o bi.

FUTEBOL FEMININO PERDE PARA E.U.A. E FICA COM A PRATA
“O que foi que eu fiz de errado?”, perguntou Marta após sua última chance, olhando para o céu. A resposta é difícil de dar, mas o resultado final explica o choro da melhor jogadora do mundo ainda no gramado: Estados Unidos 1 x 0 Brasil. Nesta quinta-feira, as brasileiras lutaram e correram muito no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, dominaram os primeiros 90 minutos, tiveram o apoio da torcida chinesa, mas as americanas demonstraram mais preparo físico e conseguiram a medalha de ouro do futebol feminino das Olimpíadas na prorrogação.

Em quatro edições do futebol feminino, os EUA chegaram a quatro finais. Só perderam em 2000, para a Noruega. Em Atenas, há quatro anos, venceram o Brasil também na prorrogação, por 2 a 1. O bronze dos Jogos de Pequim ficaram com a Alemanha, que venceu o Japão por 2 a 0, repetindo assim o pódio de 2004.

Apesar do título olímpico de Atenas, as americanas entraram em campo na final de Pequim querendo vingança do Brasil. No ano passado, Marta & cia. golearam por 4 a 0 os EUA na semifinal da Copa do Mundo. Este é o terceiro vice seguido da seleção brasileira em competições importantes: duas Olimpíadas e o Mundial.

VELA - Emoção e polêmica, dupla Scheidt/Prada confirma reação com prata.
Desconfiança, superação, polêmica, apreensão e, enfim, consagração. Todos esses ingredientes agitaram as águas de Qingdao e marcaram a trajetória da dupla Robert Scheidt e Bruno Prada até a confirmação do segundo lugar geral na classe Star. Esse roteiro dramático em que os brasileiros foram os protagonistas, certamente dá à medalha de prata conquistada nos Jogos de Pequim um gosto de epopéia olímpica.
Não só pela emoção na regata da medalha, decidida mais de dez minutos depois de os barcos cruzarem a linha de chegada, mas principalmente pelo retrospecto do conjunto brasileiro ao longo das 11 provas. Ao final da sétima etapa, a dupla estava apenas em oitavo na classificação geral. Mas uma incrível ascensão nas três seguintes abriu mais uma vez o caminho para a vela do Brasil brilhar.  Foi a medalha da superação – resumiu Scheidt ao final da saga que lhe colocou pela quarta vez consecutiva em um pódio dos Jogos e fez dele o segundo maior atleta olímpico do Brasil. Dono de quatro medalhas (dois ouros e duas pratas), ele divide o posto com Gustavo Borges, da natação, atrás apenas de Torben Grael, também da vela, que tem cinco: dois ouros, uma prata e dois bronzes.
 
Fernanda Oliveira e Isabel Swan são bronze na vela.

 
O mergulho nas águas de Qingdao, o barco virado e a emoção no pódio, caracterizada por sorrisos, lágrimas e bandeira do Brasil nas mãos, simbolizaram muito bem a importância do feito de Fernanda Oliveira e Isabel Swan nas Olimpíadas de Pequim. Com ascensão meteórica nas últimas regatas da classe 470, a dupla venceu a última prova, assegurou a terceira colocação geral e recebeu com muito orgulho o bronze.

A medalha, que em alguns casos é considerada apenas razoável, atribuída a fracassos e até mesmo desprezada, como foi o caso do sueco Ara Abrahamian na luta greco-romana, tem cara de ouro para as brasileiras. Principalmente por ter um caráter inédito, afinal é a primeira vez que uma categoria feminina da vela dá uma conquista dessas ao esporte nacional - os homens têm 14 na história. Esse bronze é comemorado como ouro também porque elas chegaram às Olimpíadas de Pequim longe da lista de favoritas.
PRATA E BRONZE NO VOLEI DE PRAIA
 
Ricardo e Emanuel conquistam o bronze e na final, Márcio e Fábio ficam com a prata.


As areias de Pequim realmente não trouxeram muita sorte para o Brasil. Em uma final emocionante e equilibrada contra Rogers e Dalhausser, Márcio e Fábio Luiz estiveram perto de superar os adversários, mas a frieza dos americanos acabou fazendo a diferença no final. Depois de vencer o segundo set e empatar a partida, os brasileiros sofreram com os bloqueios de Dalhausser, sentiram a pressão e acabaram ficando com a prata. Festa dos EUA, com parciais de 23/21, 17/21 e 15/4, em 1h06m de jogo. No entanto, a medalha de prata é motivo de comemoração para os brasileiros, que chegaram a Pequim desacreditados e derrotaram os favoritos, Ricardo e Emanuel, nas semifinais. Os campeões olímpicos de 2004 ficaram com a medalha de bronze ao derrotarem Geor e Gia (os brasileiros naturalizados Renatão e Jorge, que defendem a Geórgia), e garantiram dois lugares para o Brasil no pódio olímpico. (Fonte: Globo.com)
NATAÇÃO CONQUISTA PRIMEIRA MEDALHA DE BRONZE

César Cielo é bronze nos 100m livre

Na véspera da final dos 100m livre, César Cielo sonhou com o pódio olímpico. Horas mais tarde, na piscina do Cubo d'Água, o sonho transformou-se em realidade. Com uma performance excepcional, o brasileiro, de apenas 21 anos, conquistou a medalha de bronze, a primeira da sua carreira, e também do Brasil na modalidade em Pequim, em uma das provas mais tradicionais e emocionantes da natação. De quebra, estabeleceu o novo recorde sul-americano da prova (47s67). (Fonte: Globo.com)

TERCEIRA MEDALHA DE BRONZE NO JUDÔ

Tiago Camilo Ganha o 3o.Bronze do Brasil. (Fonte: Globo.com)  Depois de oito anos, Tiago Camilo volta ao pódio olímpico com a conquista da medalha de bronze nesta terça-feira no Ginásio de Ciência e Tecnologia de Pequim. Ao contrário de Sydney, quando Tiago tinha apenas 18 anos e lutava de leve, desta vez o judoca de Tupã (SP) era o maior favorito do meio-médio. Afinal, ele havia sido apontado em 2007 o melhor judoca do mundo ao conquistar o título mundial após sete ippons no Rio de Janeiro.  Com todos esses ingredientes, dá para imaginar a frustração sentida pelo brasileiro ao ver o sonho do ouro acabar após a derrota para o alemão Ole Bischof nas quartas-de-final. A diferença em seu estilo de luta foi nítida. Nos dois primeiros confrontos, contra o japonês Takashi Ono e o iraniano Hamed Mohammadi, Tiago foi o Tiago do Mundial, com um judô bastante ofensivo, que pressionava os adversários e dava poucas chances de ataque. O resultado foi uma tranqüila vitória sobre o japonês com um wazari e um yuko e um ippon sobre o iraniano.

A surpresa, porém, viria na luta seguinte. Apenas o 23º colocado no Mundial conquistado por Tiago, o alemão Ole Bischof fez muito bem o dever de casa, estudando como se defender dos ataques do brasileiro. Ole não deixava que Tiago segurasse sua gola, o que nitidamente o incomodava. Resultado: quando foi para o ataque, o judoca brasileiro sofreu o contra-ataque e passou a ter um wazari contra. A desvantagem era grande e obrigava Tiago se abrir mais ainda em busca do placar, o que permitiu a Bischof aplicar nova queda, desta vez meio duvidosa, com Tiago caindo para fora do tatame. Enquanto a arbitragem dava o segundo wazari, e conseqüentemente o ippon, Tiago Camilo reclamava da decisão que o tirava do sonho dourado.
JUDÔ CONQUISTA AS PRIMEIRAS MEDALHAS EM PEQUIM

Judô ganha dois bronzes e abre quadro de medalha do Brasil em Pequim

Ketleyn vence no peso leve e faz história com a primeira medalha de uma brasileira em esportes individuais nos Jogos. Leandro repete feito de Atenas. Fonte Globo.com

Saiu a primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ou melhor, saíram as duas primeiras medalhas. Leandro Guilheiro e Ketleyn Quadros conquistaram o bronze no judô, categoria peso leve, e já igualaram o desempenho da equipe brasileira da modalidade nos Jogos de Atenas, em 2004. A vitória de Ketleyn no feminino tem um sabor mais do que especial, já que é a primeira medalha olímpica de uma brasileira em um esporte individual nos Jogos e a primeira medalha da história do judô feminino na competição.

ATLETA BRASILEIRO ESPERA MAIS INCENTIVO E MAIOR INTEGRAÇÃO DO ESPORTE  NA ÁREA EDUCACIONAL.

LEANDRO

GUILHEIRO

  J

  U

  D

  O

 

Faça o Download dos Mascotes dos Jogos Olímpicos de Pequim

Curiosidades dos mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão - Pequim 2008
* Em inglês são chamados de The Friendlies (Os Amistosos)
* As mascotes das Olimpíadas de Pequim foram apresentadas a 1.000 dias do início dos Jogos Olímpicos de Pequim.
* Três mascotes são masculinos (Jingjing, Huanhuan e Yingying) e dois são femininos (Beibei e Nini)
* Duas mascotes representam espécies ameaçadas de extinção (panda gigante e antílope-tibetano).
* Em agosto de 2007 foram lançados na China 100 episódios de desenho animados com as mascotes das Olimpíadas de Pequim 2008.